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A criança cardiopata
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A notícia de que a criança tem um sopro no coração sempre causa muita preocupação aos pais. É normal que a família entre em pânico e comece a viver a perda de seu filho ou filha, relacionando o fato à herança de um parente que " morreu do coração".
A criança passa a ser tratada como aquela avó que não podia se aborrecer, emocionar ou fazer esforço físico. Em algumas famílias, ela é retirada do convívio social, o que pode lhe trazer conseqüências piores do que a possível "doença cardíaca". E todos sofrem, principalmente a criança.


O que é o sopro no coração?

O sopro é um barulho diferente que o pediatra identifica quando escuta o coração da criança. Em algumas situações, esse ruído aparece quando o sangue passa por uma estrutura alterada do coração, como uma válvula apertada, por exemplo. Outras vezes, ele surge mesmo quando o coração é completamente normal. É o que se chama sopro inocente.

Quando um sopro é identificado, o primeiro passo é procurar o cardiologista pediátrico, que vai orientar a família. Ele vai avaliar a criança clinicamente, mas pode solicitar exames como raio-X, eletrocardiograma e ecocardiograma, que não representam nenhum sofrimento para ela.

Nem sempre um problema Os sopros no coração são a principal razão para o encaminhamento de crianças aos cardiologistas. A boa notícia é que a maior parte deles é inocente, ou seja, não existe doença no coração. E mesmo quando o sopro significa alguma lesão cardíaca, na grande maioria dos casos a criança pode Ter uma vida normal. É possível inclusive, a cura total da lesão, mesmo quando é preciso operar o coração. Sempre que é diagnosticado um problema cardíaco em uma criança, seja ela sintomática ou não, com ou sem indicação de cirurgia, os cuidados são diferentes daqueles necessários para pacientes adultos, Na maioria das vezes, a criança deve Ter assegurado seu direito de ir à escola, de brincar e de conviver com outras crianças.
São raras as situações em que ela deve ser privada de suas atividades normais.